PROJETO
DE PROGRAMA
DE DOCUMENTÁRIOS PARA TV
TÍTULO:
O CINEASTA E SUA CÂMERA
AUTOR: JOÃO BATISTA DE ANDRADE
1-OBJETIVOS: O projeto visa a produção de documentários
para um programa semanal de uma hora.
2- TECNOLOGIA: Novas tecnologias, por si só, não revolucionam
a linguagem cinematográfica. Para que as novas tecnologias do cinema
resultem em um novo cinema é preciso que atrás dessas tecnologias
exista a idéia cinematográfica, ou seja, o autor. E os autores
devem buscar essas novas linguagens, apropriando-se dessas novas possibilidades.
Exemplo desse tipo de trabalho: O CASO MATTEUCCI ( 66 minutos, selecionado
para o É TUDO VERDADE/2003) e VIDA DE ARTISTA (Prêmio MELHOR
FILME na Mostra do Filme Livre Rio/2004) ambos realizados pelo cineasta
João Batista de Andrade ( só ele e sua câmera minidv
de 3 CCD)
3- PROPOSTA: A idéia é utilizar o projeto pessoal do cineasta
JBA com relação ao cinema digital em MiniDV ou DVCAM, onde
o cineasta usa a Câmera com todas suas possibilidades técnicas
autônomas como uma verdadeira equipe, coisa possível hoje
com os modernos equipamentos.
Ou seja, sem luz artificial, foco automático, som gravado pela
própria câmera, abertura de luz automática, de forma
que o cineasta exige do equipamento aquilo que já é oferecido
pelo fabricante, tensionando essas possibilidades, exigindo delas radicalmente
sua máxima funcionalidade.
Assim, com a câmera na mão, visor lateral aberto, o cineasta
usa o braço como uma pequena grua e tem o olhar livre para selecionar
o que quer filmar, para onde dirigir sua lente e como fazê-lo, seguro
de que a câmera estará corrigindo foco, luz, som dentro de
limites que o próprio operador vai aprendendo.
O resultado é um produto de linguagem nova e pessoal, para cada
operador/cineasta e imagens com tempos próximos do real mas carregados
de tensão, na medida em que a Câmera passa a ser, de fato,
uma extensão do autor, um terceiro olho, móvel e questionador.
A capacidade narrativa do cineasta, radicalmente explorada,- é,
então, base e fundamento do projeto.
4- VANTAGENS- Além de tudo esse tipo de cinema representa vantagens
imensas quanto ao custo de produção e o tempo de realização,
reduzindo equipe e facilitando as filmagens, produzindo um material mais
farto na medida em que o resultado é um diálogo mais direto,
sem intermediários, do cineasta com seu objeto fílmico.
5- FORMATO – Embora seja possível imaginar filmes assim de
todo tamanho, vamos elaborar um modelo para um programa de 01 hora, modelo
que, usando a proporcionalidade, servirá para qualquer outro tamanho.
OBS: é possível que o cineasta esteja realizando mais de
um filme por vez, principalmente nos casos em que o “objeto”
de seu filme exija tempo maior ou de filmagem ou de espera. O cálculo
aqui é pela média, portanto, aproximado.
a- tempo de filme: 48 minutos
b- filmes/mês: 4
c- tempo médio de filmagem: 6 dias ( uma semana de produção)
d- tempo de edição: 2 semanas
e- equipe de filmagem: diretor (cineasta)/ assistente geral (direção
e produção)/assist. câmera (reforço de som
e manutenção do equipamento)/ motorista.
f- Equipe de apoio ( única para atender a todos os filmes): 01
Produtor, Pesquisadores, 01 Secretária, 3 Editores, 01 Pauteiro,
Boy.
g- Equipamento de filmagem: 01 CAM MiniDV, microfone de lapela, microfone
direcional ou semi-direcional, 01 carro.
h- Equipamento de edição tipo Final Cut ou Avid
6- ALTERNATIVAS: É possível imaginar que um programa de
documentários para TV tenha outros modelos e que esse modelo seja
usado pelos cineastas que se adaptarem a ele e, no limite, apenas pelo
autor do projeto. Os outros realizariam a seu modo e a custos correspondentes.
7- Esses programas poderão ter vida adicional, distribuídos
em vídeos paradidáticos.
8- É possível realizar programas mistos, onde haveria debate
sobre o tema e até mesmo sobre os processos de filmagem. É
possível acrescentar no programa, além dos filmes, depoimento
dos diretores sobre o filme e até mesmo o making-of caso seja feito.
9- O programa comportaria também a idéia de série,
com capítulos periódicos colocados na programação
(programa que pode ser alimentado por debate após a exibição)
Bom, essas são as idéias básicas que tenho para o
programa.
Não sei se são idéias para todos ou só para
minha participação: depende dos outros cineastas e também
da preferência das emissoras.
João Batista de Andrade
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