| JOÃO
BATISTA DE ANDRADE O escritor e cineasta João Batista de Andrade, nasceu em Ituiutaba (MG), em 01/dezembro/1939. Como cineasta tem uma carreira onde se alternam os documentários (como "Migrantes" melhor filme Bahia/1973, "Greve!" Prêmio especial do Juri I Fest. Intern. Havana/1979, os diversos filmes para TV / Globo Repórter, TV Cultura, etc) e Onze longametragens, dos quais os mais conhecidos são: GAMAL com Paulo Cesar Pereio e Joana Fomm ( prêmio Air France, diretor revelação 1968), PAULICÉIA FANTÁSTICA (Documentário de LongaMetragem/1970), DORAMUNDO com Antônio Fagundes e Irene Ravache (Melhor Filme/ Melhor Diretor Festival de Gramado 1978), WILSINHO GALILÉIA ( 1978, para TV, proibido pela censura do Regime Militar), O HOMEM QUE VIROU SUCO ( Melhor Filme, MEDALHA DE OURO, Festival Internacional de Moscou/1981, Prêmio da Crítica, Nevers/França 1982, e outros prêmios nacionais e internacionais), A PRÓXIMA VÍTIMA (1983) com Antônio Fagundes e Othon Bastos, CÉU ABERTO ( Documentário de L.Metragem /morte de Tancredo Neves/transição para a democracia)-Prêmio Especial do Júri Internacional, FEST-RIO/86 , - Prêmio OCIC Internacional Melhor Filme/86 entre outros prêmios nacionais e internacionais), O PAÍS DOS TENENTES com Paulo Autran no papel principal (Cinco Prêmios Festival Brasília 1987, Prêmio Melhor Filme Riocine/87), O CEGO QUE GRITAVA LUZ (1996), O TRONCO, em lançamento nacional, filme que, além de diversas participações em Festivais Nacionais e Internacionais recebeu vários prêmios, destacando-se o prêmio de MELHOR FILME das comemorações dos 500 anos de Brasil (Festival de Brasília/99)/ MELHOR DIRETOR(F.Recife/2000). Em 2001 produziu o longametragem "UMA VIDA EM SEGREDO, dirigido por Suzana Amaral ( "A Hora da Estrela"). Em 2001 criou sua nova empresa, a OESTE FILMES>, produtora de seus novos filmes. Em 2002 dirigiu e produziu RUA SEIS SEM NÚMERO, dirigiu e co-produziu o documentário de média metragem O CASO MATTEUCCI, em 2003 finaliza o documentário de longametragem VIDA DE ARTISTA (prêmio de Melhor Filme na Mostra do filme Livre-Rio/2004), de seu projeto O CINEASTA E SUA CÂMERA. João Batista de Andrade > está finalizando o longametragem VEIAS E VINHOS, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA, adaptação do romance de Miguel Jorge e prepara dois projetos futuros: VLADO (ficção/longametragem sobre o jornalista Vladmir Herzog) e ESUDANTES (doc/longametragem, trajetória e idéias do movimento estudantil) Como escritor também se iniciou na Escola Politécnica, onde fez parte do grupo "Escola Písico-Realista", com um jornal literário na Casa do Estudante Politécnico ( de 1962 a 64). Seu primeiro livro remonta exatamente a textos de ficção por ele escritos durante o golpe de 64 , o PERDIDO NO MEIO DA RUA (Editora Global/ 1989). Depois veio o juvenil A TERRA DO DEUS DARÁ (Editora Atual/ 1991), o romance UM OLÉ EM DEUS ( Editora Scipione Cultural/1997), o romance O PORTAL DOS SONHOS (Editora da Universidade de São Carlos/2001) e o livro “O POVO FALA” (Editora SENAC/2002), texto de sua tese de Doutoramento na área de Comunicações/ USP. Além de sua produção cinematográfica e literária, atuou sempre em diversas frentes do cinema e da cultura brasileira, tendo sido coordenador da Comissão de Cultura na campanha de Franco Montoro ao Governo de São Paulo, Foi, por duas vezes, presidente da Associação de Cineastas de São Paulo (APACI), tendo sido um de seus idealizadores e criadores. Foi também Presidente da Cinemateca Brasileira, Conselheiro do Museu da Imagem e do Som (SP) e Coordenador Geral do FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) em sua primeira e terceira edições, na cidade de Goiás em 1999 e 2001 e presidiu o II ECOCINE, cidade de São Sebastião/SP em outubro/2002 e criou e presidiu duas ONGs dedicadas`as questões do meio ambiente e do cinema: ICUMAM (Instituto de Cultura e Meio Ambiente) em Goiás e CINEMAR em São Sebastião/SP, tendo sido Diretor do Festival ambiental ECOCINE realizado por esta última entidade em 2003. > Em 1998 o cineasta João Batista de Andrade defendeu sua tese de doutoramento direto, na USP- Universidade de São Paulo, onde foi professor de Realização cinematográfica por oito anos (ECA- Escola de Comunicações e Artes). A tese, aprovada com "distinção e louvor", tem por título O Povo Fala e se reporta às experiências do próprio cineasta na TV (TV Cultura e TV Globo) onde trabalhou realizando reportagens especiais ( noticiários, Globo Repórter, etc) entre 1972 a 1982.> João Batista de Andrade participa, intensamente, desde o início de sua carreira, de todos os embates envolvendo as questões da cultura e da política cultural no Brasil e no mundo, é autor de inúmeros artigos sobre Política Cultural em jornais e revistas brasileiras. Em 2004 o cineasta foi biografado pela jornalista Maria do Rosário Caetano (“Alguma solidão e muitas histórias”)—Edição da Gráfica do Estado de São Paulo. |