CRONOLOGIA
VIDA E  OBRA DE JOÃO BATISTA DE ANDRADE
 

1939

Nasce em Ituiutaba (MG).

 

1956

Muda-se para Uberaba (MG), para fazer o Curso Científico.

 

1960

Ingressa no curso de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP. No mesmo ano, é convocado a prestar o serviço militar no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais de Reserva).

 

1961

Entra para o PCB (Partido Comunista Brasileiro).

 

1962

Publica seus primeiros textos no jornal “Escola Psico-realista”. Torna-se colaborador do jornal “O Politécnico”.

 

Entra na diretoria da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes).

 

1963

Junto com Francisco Ramalho Jr., Barcarollo, José Américo Vianna e Clóvis Bueno, PARTICIPA DA CRIAÇÃO DO “Grupo Kuatro de Cinema”, e conduz dois projetos inacabados, “Catadores de Lixo”, e “TPN: Teatro Popular Nacional”.

 

1964

Casa-se com Assunção Hernandes Peres.

 

1965

Monta o filme “Vila da Barca”, de Renato Tapajós.

 

1966

Participa, como assistente de montagem, de “Subterrâneos do Futebol”, de Maurice Capovilla. E FILMA SEU PRIMEIRO FILME “SOLO” : “LIBERDADE DE IMPRENSA”

 

 

1967

Conclui seu primeiro filme, “Liberdade de Imprensa”. Após UMA EXIBIÇÃO EM SÃO PAULO E UMA NO RIO, o filme é apreendido pelos militares.

 

Trabalha como assistente de produção do filme “Bebel, a Garota Propaganda”, de Maurice Capovilla.

 

Cria, junto com Francisco Ramalho Jr., João Silvério Trevisan e Sidney Paiva Lopes, a Tecla Produções Cinematográficas Ltda.

 

1968

Realiza o documentário “Portinari”, sobre a vida e a obra do pintor paulista.

 

Torna-se professor do curso de Cinema da Escola de Comunicação de Artes da USP.

 

Produz o longa “Anuska, Manequim e Mulher”, de Francisco Ramalho Jr.

 

1969

Realiza o episódio “O Filho da Televisão” para o longa “Em Cada Coração um Punhal”.

 

Dirige “Gamal, o Delírio do Sexo”, seu primeiro longa, pelo qual recebe o prêmio “Air France” na categoria “diretor revelação”, e “Paulicéia Fantástica”, este último para a série “Panorama do Cinema Paulista”, EM PARCERIA COM JEAN CLAUDE BERNADET.

 

1970

Dirige “Eterna Esperança”, o segundo filme da série “Panorama do Cinema Paulista”, AINDA EM PARCERIA COM JEAN CLAUDE BERNADET

 

1972

A convite de Vladimir Herzog e Fernando Jordão, passa a trabalhar para o telejornal diário.

 

“A Hora da Verdade”, da TV Cultura, realizando dezenas de pequenos documentários, como “Migrantes”, “Ônibus” e “Pedreira”.

 

1973

“Migrantes”, relançado como curta-metragem, recebe o prêmio de melhor filme na Jornada de Curtas Metragens, Bahia.

 

1974

Sai da TV Cultura.

 

Cria, junto com Assunção Hernandes Peres, sua esposa, a produtora Raiz.

 

Começa a trabalhar na Rede Globo de Televisão, ONDE CRIA O setor de Reportagens Especiais de São Paulo, realizando reportagens para os programas “Domingo Gente”, “Globo Repórter”, “Esporte Espetacular” e “Fantástico”.

 

Torna-se diretor da APACI – Associação Paulista de Cineastas, da qual é um dos fundadores E UM DOS IDEALIZADORES.

 

1975

Realiza pela produtora Raiz o filme “Restos”, para o movimento “Cinema da Rua”.

 

Para a televisão, realiza “A Escola de 40 mil Ruas”, O Jogo do Poder”, “Volantes – Mão-de-Obra Rural”, entre outros.

 

1976

Realiza pela produtora Raiz o filme “O Buraco da Comadre”, para o movimento “Cinema de Rua”.

 

Dirige “Alice”, média metragem financiado pela Embrafilme, pensado como piloto de uma série televisiva. ESTE É, NA VERDADE O PRIMEIRO FILME DO ATOR FERNANDO RAMOS, DEPOIS CONHECIDO COMO PIXOTE.

 

1977

Lança “Doramundo”, seu segundo longa metragem, adaptação do livro homônimo de Geraldo Ferraz; premiado no Festival de Gramado.

 

Realiza “Caso Norte” para o Globo Repórter. O documentário é eleito um dos dez melhores programas de TV do ano.

 

1978

Desliga-se da Escola de Comunicação e Artes e da Rede Globo de Televisão.

 

Realiza o filme “Wilsinho Galiléia” para o programa “Globo Repórter”. O filme é censurado.

 

1979

Acompanha os movimentos operários do ABC e realiza “Trabalhadores: Presente!” e “Greve”, que recebe o prêmio especial do Júri no Festival de Havana.

 

1981

“O Homem que Virou Suco”, lançado no ano anterior, recebe o prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Moscou.

 

Desliga-se do PCB.

 

1982

Realiza o documentário “1932 / 1982: A Herança das Idéias” para o programa “Globo Repórter”.

 

Dirige o média metragem “Tribunal Bertha Lutz”, sobre a luta de um grupo de mulheres por seus direitos, e o longa metragem “A Próxima Vítima”.

 

UM DOS ARTICULADORES E DIRIGENTE DA Comissão de Cultura DO PMDB, NA CAMPANHA DE FRANCO MONTORO, CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO.

 

1985

Registra a repercussão da agonia e morte de Tancredo Neves, no documentário “Céu Aberto” com diversos prêmios no Brasil e no exterior.

 

1987

Lança seu quinto longa metragem, “O País dos Tenentes”.

 

1989

Publica o livro “Perdido no Meio da Rua”, pela Editora Global.

 

1990

Devido a extinção da Embrafilme seu próximo filme, intituladoVlado”, é interrompido. Tratava-se de um longa metragem inspirado na vida do jornalista Vladimir Herzog, companheiro de João Batista no telejornal “A Hora da Notícia” e assassinado pela ditadura militar. 

Muda-se para DOVERLÂNDIA (GO).

 

1991

Publica, pela Editora Atual, seu segundo livro, “A Terra do Deus Dará”.

 

Realiza para a Fundação Banco Itaú o documentário “Independência.

 

1995

Muda-se para Goiânia (GO).

 

Retorna ao cinema, com o longa metragem “O Cego que Gritava Luz”.

 

1997

Publica, pela Editora Scipione, o romance “Um Olé em Deus”.

1999

Defende tese de doutoramento, intitulada “O Povo Fala”, na ECA-USP, aprovada com distinção e louvor.

 

Realiza o longa metragem “O Tronco”, adaptação do romance homônimo de Bernardo Elis.

 

2000

Dirige a primeira edição do FICA- Festival internacional de Cinema Ambiental (cidade de Goiás/GO)

 

2001

CRIA A PRODUTORA OESTE FILMES BRASILEIROS, EM GOIÁS

 

2002

Finaliza “Rua Seis, Sem Número”, seu mais recente longa metragem, PELA “OESTE FILMES”.

 

Publica o romance “O Portal dos Sonhos”, pela Editora da Universidade Federal de São Carlos.

Publica o livro “O Povo Fala”, pela Editora SENAC.

Filma o documentário de média metragem digital O CASO MATTEUCCI

 

Dirige a Terceira edição do FICA.

 

2003

Filma o longa digital “VIDA DE ARTISTA” proposta de uma série. O primeiro filme, com 82 minutos versa sobre o santeiro José Inácio, da cidade goiana de Pirenópolis.

 

Dirige o Festival ECOCINE na cidade de São Sebastião/SP

PREPARA SEU NOVO LONGAMETRAGEM “VEIAS E VINHOS, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA”, baseada no romance VEIAS E VINHOS do escritor goiano Miguel Jorge. Produção: Oeste Filmes

 

2004

Finaliza o documentário de longa-metragem (digital) VIDA DE ARTISTA  que vence o Festival MOSTRA DO FILME LIVRE, no Rio.

Filma VEIAS E VINHOS, em São Paulo

 

Volta a morar em São Paulo.

Transfere para São Paulo sua produtora OESTE FILMES.

 

Prepara dois projetos:

VLADO  longametragem de ficção sobre a vida de seu amigo, o jornalista Vladmir Herzog, morto numa prisão militar em 1975

ESTUDANTES   doc. de longametragem sobre o movimento estudantil.